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FineTactic

Ficha 04 · Cartas e mesa

Paciência (Solitaire.com)

A paciência é o jogo que mais gente jogou sem alguma vez o ter escolhido: veio instalada em computadores durante duas décadas e ficou associada a intervalos, filas e salas de espera. Esta versão leva essa função a sério e resiste à tentação de a transformar noutra coisa qualquer.

Classificação de 4,4 na Google Play, num género em que as alternativas se contam às dezenas.

Uma pausa de três minutos

O jogo é o Klondike de sempre: sete colunas, quatro bases por naipe, cartas viradas ao ritmo de uma ou de três conforme a definição escolhida. Uma partida bem encaminhada resolve-se em três ou quatro minutos; uma partida impossível percebe-se ao fim de trinta segundos, e o botão de nova partida está sempre à mão.

É esse o desenho certo para um jogo de intervalo. Nada obriga a terminar, nada se perde por sair a meio, e voltar a abrir a aplicação devolve a mesa exatamente onde ficou.

Mesa verde de paciência com cartas em movimento e quatro bases por preencher
Arte de apresentação: a mesa verde, as quatro bases no topo e as colunas por baixo.

O que está na barra inferior

A barra de baixo tem seis botões e cada um resolve um problema concreto: o desafio do dia, nova partida, baralhar, a ajuda que encontra a jogada seguinte, a dica e o anular. O anular sem limite é o que separa uma paciência confortável de uma paciência irritante — aqui volta-se atrás tantas vezes quantas forem precisas.

No topo ficam a pontuação, o cronómetro e o contador de jogadas. São três números discretos, com a informação suficiente para tentar bater o resultado da véspera sem transformar o jogo numa folha de cálculo.

Um desafio por dia

O desafio diário é o único elemento da aplicação que pede regresso. Cada dia traz uma distribuição fixa, igual para toda a gente, e a graça está em saber que o problema da manhã é o mesmo para quem o joga em Lisboa e para quem o abre do outro lado do mundo.

O resto das decisões vive atrás da roda dentada, no canto superior direito: quantas cartas se viram de cada vez, o aspeto do verso e o fundo da mesa. São três escolhas que se fazem uma vez e não se voltam a tocar.

Partida de paciência clássica em curso, com barra de ferramentas na parte inferior do ecrã
Partida em curso: pontuação, cronómetro e contador de jogadas no topo; seis botões de apoio em baixo.

Onde a leitura do ecrã falha

O ponto fraco é visual e aparece sobretudo em telemóveis pequenos: com sete colunas abertas e as cartas muito sobrepostas, os índices ficam apertados e alguns versos disponíveis atrapalham mais do que ajudam.

O fundo verde clássico continua a ser a escolha mais legível de todas, por muito que as alternativas sejam mais vistosas. Vale a pena voltar a ele ao fim de uma semana de experiências.

Nota editorial

Faz uma paciência limpa, com anular ilimitado e um desafio por dia, e não tenta ser mais nada. Num catálogo em que quase todas as aplicações querem prender a atenção, esta contenta-se em estar disponível.

Pontos fortes e pontos fracos

A favor

  • Klondike bem executado, com escolha entre virar uma ou três cartas
  • Anular sem limite, o que torna a partida experimental em vez de punitiva
  • Desafio diário com a mesma distribuição para toda a gente
  • Funciona por completo sem ligação

Contra

  • Alguns versos de carta prejudicam a leitura em ecrãs pequenos
  • Um único tipo de paciência: quem procura outras variantes tem de ir a outro lado

Classificações

Google Play4,4Média pública da ficha oficial, transcrita sem arredondamento.
Nota editorial8,2Escala de 0 a 10, atribuída por quem escreve estas páginas.

A escolha certa para quem quer ocupar quatro minutos e não quer que a aplicação tenha opinião sobre isso.